ÚLTIMA HORA

Cobertura 24 h · Redacción propia · martes, 20 de octubre de 2026 · App oficial en Google Play

Menú

Policía Federal de Brasil investiga desvío de fondos públicos vinculados a productora de película sobre Bolsonaro

Karina Ferreira da Gama, dona da empresa Go UP Entertainment, responsável pelo filme ‘Dark Horse’ - sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Reprodução/Redes Sociais Em análise sobre o caso Dark Horse, a Polícia Federal (PF) identificou que o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora do filme "Dark Horse", repassou R$ 8,5 milhões à Ultra IP Tecnologia e Serviços Ltda. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A empresa é apontada pela investigação como uma das organizações usadas para redistribuir recursos dentro de uma rede que recorria a “laranjas” para ocultar a movimentação e a titularidade de valores provenientes de supostos desvios de recursos públicos. Entre os repasses feitos pela Ultra IP, R$ 1 milhão foi transferido para uma empresa registrada em nome de uma cuidadora de idosos que recebia R$ 1.815 e era beneficiária do Novo Bolsa Família. A empresa também enviou R$ 627,4 mil a uma firma cujo único sócio tinha como última ocupação formal a de servente de obras. ➡️Karina é a dona da produtora Go Up, que produz "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro. Na manhã desta quinta-feira (10), ela foi alvo de mandados de busca e apreensão da PF. A ICB, fundada por ela, tem um contrato com a Prefeitura de São Paulo. Veja a cronologia das investigações sobre 'Dark Horse' As movimentações da Ultra IP Segundo um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) analisado pela PF, a conta da Ultra IP foi aberta em 25 de julho de 2024. Entre 30 de julho e 9 de outubro daquele ano, em menos de três meses, registrou uma movimentação bruta de R$ 31,6 milhões. Desse total, foram R$ 15,8 milhões em créditos e R$ 15,8 milhões em débitos. O ICB aparece como o principal remetente de recursos no período, com oito transferências que somaram R$ 8.554.301,14. A Ultra IP, que anteriormente se chamava William Silva Ferreira Representações, aparece na investigação como uma das empresas que, além de receber valores expressivos do ICB, fazia transferências posteriores para outros integrantes da rede financeira. LEIA TAMBÉM: Caso 'Dark Horse': ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro enviou R$ 1 milhão a produtora do filme PF suspeita de 'circuito fechado' e fragmentação proposital de valores para ocultar verbas públicas em filme sobre Bolsonaro Entre os principais destinatários estava a ABC Logísticas e Serviços Ltda., que recebeu R$ 1.075.586. A empresa tinha capital social declarado de R$ 500 mil e uma única sócia-proprietária, Nayara Bianca Silva de Souza. Segundo a PF, ela trabalhava como cuidadora de idosos, tinha salário médio de R$ 1.815 e registro de recebimento do Novo Bolsa Família. Outros R$ 627.482,25 foram transferidos à Fastsoftsolution Mídia Desenvolvimento e Publicidade Ltda., empresa com capital social de R$ 300 mil. O único sócio da organização era Anderson Souza Mendes, que, segundo a investigação, tinha como última ocupação formal registrada a de servente de obras, com remuneração média entre um e dois salários mínimos. A Ultra IP também transferiu R$ 1.336.201,50 para a Academia Nacional de Cultura (ANC), outra entidade presidida por Karina Gama. Para a PF, empresas como a Ultra IP atuavam como “redistribuidoras dos recursos”, recebendo valores do ICB e realizando posteriormente transferências para outros integrantes da rede investigada. A investigação aponta que, entre 2024 e 2026, os envolvidos teriam usado pessoas físicas e jurídicas interpostas para ocultar e dissimular a origem, a localização, a movimentação e a titularidade de valores provenientes de supostos desvios de recursos públicos federais. Segundo a PF, as circunstâncias encontradas indicam, em tese, o uso de pessoas jurídicas como instrumentos para a circulação e a ocultação de valores.

Audionoticia

Escucha el reporte completo

Policía Federal de Brasil investiga desvío de fondos públicos vinculados a productora de película sobre Bolsonaro

La Policía Federal de Brasil ha puesto en marcha una serie de medidas judiciales contra Karina Ferreira da Gama, quien se encuentra en el centro de una investigación por la presunta malversación de recursos públicos federales. En una operación realizada este jueves 10 de septiembre de 2026, el organismo llevó a cabo mandatos de búsqueda y aprehensión dirigidos a la empresaria, quien preside el Instituto Conhecer Brasil (ICB) y es propietaria de la productora Go UP Entertainment, firma responsable de la cinebiografía "Dark Horse", centrada en la vida del ex-presidente Jair Bolsonaro.

El núcleo de la investigación se centra en el flujo financiero del Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidad que mantiene un contrato con la Alcaldía de São Paulo. Según las indagaciones de la Policía Federal, el ICB realizó transferencias que suman un total de 8,5 millones de reales a una empresa denominada Ultra IP Tecnologia e Serviços Ltda. De acuerdo con los investigadores, Ultra IP habría funcionado como una organización clave para la redistribución de capitales dentro de una red diseñada para ocultar la titularidad y el origen de fondos provenientes de supuestos desvíos de dinero público.

El análisis de un Relatório de Inteligência Financeira (RIF) ha revelado datos alarmantes sobre la operativa de Ultra IP. La cuenta bancaria de esta empresa fue abierta el 25 de julio de 2024 y, en un periodo inferior a tres meses —específicamente entre el 30 de julio y el 9 de octubre de ese mismo año—, registró una movimentación bruta de 31,6 millones de reales. De este monto, se identificaron 15,8 millones de reales en créditos y una cifra equivalente en débitos. El ICB se posiciona como el principal remitente de estos recursos, habiendo efectuado ocho transferencias que sumaron exactamente 8.554.301,14 reales.

La investigación detalla que Ultra IP, que anteriormente operaba bajo el nombre de William Silva Ferreira Representações, actuaba como un nodo de redistribución. Tras recibir los fondos del ICB, la empresa transfería sumas considerables a otros integrantes de la red financiera mediante el uso de "laranjas" (testaferros), personas físicas y jurídicas interpuestas para disimular la trayectoria del dinero.

Entre los casos más llamativos detectados por la Policía Federal se encuentra la transferencia de 1.075.586 reales a la empresa ABC Logísticas e Serviços Ltda. Esta firma, con un capital social declarado de 500 mil reales, pertenece a una única socia, Nayara Bianca Silva de Souza. Las investigaciones revelaron que la Sra. Souza se desempeñaba como cuidadora de ancianos, con un salario promedio de 1.815 reales, y que además era beneficiaria del programa social Novo Bolsa Família, lo que evidencia una incompatibilidad flagrante entre sus ingresos formales y los montos recibidos.

Asimismo, la PF identificó que Ultra IP destinó 627.482,25 reales a la empresa Fastsoftsolution Mídia Desenvolvimento e Publicidade Ltda, la cual cuenta con un capital social de 300 mil reales. El único socio de esta organización, Anderson Souza Mendes, tenía como última ocupación formal registrada la de servente de obras, percibiendo una remuneración mensual situada entre uno y dos salarios mínimos.

La red de transferencias no se limitó a testaferros. La investigación señala que Ultra IP también transfirió la suma de 1.336.201,50 reales a la Academia Nacional de Cultura (ANC), otra entidad presidida por Karina Ferreira da Gama. Este movimiento sugiere un ciclo de retorno de los fondos hacia organizaciones controladas por la propia empresaria.

Para la Policía Federal, este entramado financiero, desarrollado entre los años 2024 y 2026, tuvo como objetivo principal ocultar la ubicación, la movimentación y la titularidad de valores desviados del erario público federal. El uso de empresas pantalla y personas con perfiles socioeconómicos incompatibles con las transacciones realizadas refuerza la tesis policial sobre la existencia de un esquema deliberado de lavado de activos y malversación.

Esta nota fue producida por la redacción de Noticias.lat: verificamos la información en fuentes públicas y la reescribimos con nuestro criterio editorial. No republicamos textos de terceros.

Cobertura en Video