generalVuelos de helicóptero en Río de Janeiro: Alerta por falta de monitoreo y fallas de seguridad tras accidente fatal
Atraídos pela oportunidade de admirar do alto as praias, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, turistas em visita à cidade movimentam um mercado em ascensão: são realizados 70 passeios de helicóptero por dia, que levam, em média, 223 passageiros. Assim como o contratado pelas três turistas colombianas que morreram com o piloto na queda de uma aeronave no Parque Nacional da Tijuca, no último sábado, esses voos são autocoordenados — ou seja, não há um monitoramento permanente para verificar se estão sendo cumpridas as regras determinadas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), do Ministério da Aeronáutica, como altitude e distância de prédios e monumentos. Os próprios pilotos gerenciam a segurança comunicando suas posições e intenções diretamente uns aos outros via rádio. Vai fazer passeio de helicóptero? O que verificar antes de voar para ver pontos turísticos no Rio As quatro guerras do CV: facção disputa controle das rotas do tráfico no Rio mirando portos e Baía de Guanabara 34,5% abaixo da altitude Um levantamento feito este ano mostra que normas têm sido desrespeitadas por aviões e helicópteros que decolam do Aeroporto de Jacarepaguá, de onde saiu a aeronave que se acidentou no fim de semana. Informações do Ministério da Aeronáutica, obtidas pelo Ministério Público Federal, para instruir uma investigação sobre poluição sonora provocada pelos helicópteros no Rio, mostram que 34,5% dos voos passaram abaixo dos 500 pés de altitude (152 metros) sobre as avenidas das Américas e Embaixador Abelardo Bueno, na Barra. Esse parâmetro é estabelecido pelo Decea. De março ao início de abril deste ano, o aeroporto registrou 3.559 pousos, sendo que pelo menos 1.228 descumpriram a altitude mínima. Desse total, 68% foram no momento do pouso. As informações são de um radar do próprio aeroporto, onde 80% do movimento é de helicópteros, não apenas daqueles que fazem voos turísticos como os que levam passageiros para as plataformas de petróleo na Bacia de Campos. Lei Maria da Penha completa 20 anos, mas acesso à legislação é desigual às vítimas, que continuam fragilizadas mesmo com a prisão dos agressores Segundo outro documento do Decea, as irregularidades são mais frequentes entre 9h e 10h. De 954 procedimentos registrados nesse horário, entre outubro de 2025 e abril deste ano, 337 (37,42% do total) não respeitaram a altura mínima estabelecida. — Na prática, se não ocorre um acidente, não há fiscalização. Em todo o Brasil, em geral, os controladores de voo acompanham pelos radares o deslocamento dos aviões que estão em uma altitude mais elevada que os helicópteros (que não são monitorados). E o relevo montanhoso do Rio dificulta um acompanhamento contínuo dessas aeronaves — explicou um controlador de voo que pediu para não ser identificado. O perito aeronáutico Daniel Kalazans observou que, uma vez que os voos são autocoordenados, é difícil reunir provas apenas por uma inspeção visual se as aeronaves seguem as regras de segurança: — Geralmente, as investigações ocorrem a partir de denúncias de outros pilotos — observou Kalazans. De acordo com a Associação dos Operadores Turísticos de Helicópteros do Rio de Janeiro (Aotherj), foram registrados 31.759 voos panorâmicos na cidade do Rio entre outubro de 2024 e dezembro de 2025. O mês de fevereiro concentrou a maior quantidade. Os dados de 2026 ainda não estão disponíveis. Este ano, ocorreram quatro acidentes com helicóptero na capital, com 13 mortos. Procurada, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não respondeu se, em razão da queda de sábado, pode mudar rotas ou proibir, por exemplo, que as aeronaves se aproximem de algum ponto turístico, como o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor. Hoje existe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado entre o MPF e 14 empresas de turismo aéreo, para regular os voos panorâmicos na Zona Sul devido ao barulho das aeronaves: são proibidas, por exemplo, manobras paradas perto do Cristo Redentor e é exigido o afastamento de 600 metros da estátua a uma altitude mínima de dois mil pés. A Anac também não informou como fará a fiscalização desses voos em conjunto com o governo municipal, como sugeriu o prefeito Eduardo Cavaliere. Procurada, a prefeitura não se manifestou. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ainda investiga as causas da queda da aeronave no Parque Nacional da Tijuca. O caso também será apurado pela 19a DP (Tijuca), que deve ouvir nos próximos dias os representantes da empresa Voos Rio Panorâmico. O helicóptero Robinson R44 (matrícula PP-MFS) estava com a documentação regularizada, com certificado de aeronavegabilidade válido até junho de 2027 e com autorização para realizar passeios turísticos. Como escolher um voo O interessado em contratar um voo deve verificar se a empresa tem o Certificado de Operador Aéreo (COA) e as Especificações Operativas (EO), nas quais constam as autorizações para cada tipo de serviço. As informações podem ser consultadas no site da Anac (aeronaves.anac.gov.br/aeronaves/). Com a matrícula da aeronave (são cinco letras) é possível saber inclusive se a licença está em dia e os históricos de acidentes. Se a aeronave for classificada em “situação normal’’, significa que ela está sem restrições. Outro detalhe é que todos os helicópteros que prestam esse serviço devem exibir na fuselagem a expressão ‘’voo panorâmico’’. Além disso, antes do embarque a empresa contratada deve fazer para o passageiro uma apresentação de regras de segurança. A exposição inclui informações de como colocar e ajustar o cinto de segurança; os procedimentos de embarque e desembarque, onde guardar objetos pessoais e como proceder em emergências. O preço de passeio pelo Rio pode variar de R$ 640 por pessoa, em um voo de dez minutos, a R$ 3.710, por uma hora. Initial plugin text
martes, 11 de agosto de 2026, 07:31
BR
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Un trágico accidente ocurrido el pasado sábado en el Parque Nacional de la Tijuca, que resultó en la muerte de tres turistas colombianas y el piloto, ha puesto bajo la lupa la seguridad de los vuelos panorámicos en la ciudad de Río de Janeiro. El suceso ha revelado que el creciente mercado de paseos aéreos, impulsado por la demanda de turistas que desean admirar el Cristo Redentor y el Pan de Azúcar, opera bajo un sistema de "autocoordinación" que carece de una supervisión permanente.
En la actualidad, se realizan un promedio de 70 paseos de helicóptero diarios en la ciudad, transportando a unos 223 pasajeros cada día. Sin embargo, estos vuelos no cuentan con un monitoreo constante para verificar el cumplimiento de las normativas establecidas por el Departamento de Control del Espacio Aéreo (Decea) del Ministerio de Aeronáutica. Reglas fundamentales, como el mantenimiento de la altitud mínima y la distancia respecto a edificios y monumentos, quedan delegadas a la gestión de los propios pilotos, quienes coordinan sus posiciones e intenciones mediante comunicaciones por radio entre ellos.
Datos obtenidos por el Ministerio Público Federal, en el marco de una investigación sobre la contaminación sonora provocada por estas aeronaves, muestran un panorama preocupante sobre el cumplimiento de las normas. Un levantamiento realizado este año indica que el 34,5% de los vuelos que despegan del Aeroporto de Jacarepaguá —punto de partida de la aeronave accidentada— volaron por debajo de los 500 pies (aproximadamente 152 metros) sobre las avenidas das Américas y Embaixador Abelardo Bueno, en la zona de Barra.
La gravedad de estas irregularidades se refleja en las cifras del propio radar del aeropuerto. Entre marzo y principios de abril de este año, se registraron 3,559 aterrizajes, de los cuales al menos 1,228 incumplieron la altitud mínima requerida. Del total de estas infracciones, el 68% ocurrió durante la fase de aterrizaje. Cabe destacar que el 80% del movimiento en este aeropuerto corresponde a helicópteros, incluyendo tanto los vuelos turísticos como aquellos que transportan personal a las plataformas petroleras en la Cuenca de Campos.
El análisis de los documentos del Decea señala que las infracciones son más frecuentes en la franja horaria entre las 9:00 y las 10:00 horas. En el periodo comprendido entre octubre de 2025 y abril de este año, de 954 procedimientos registrados en ese horario, 337 (un 37,42%) no respetaron la altura mínima establecida.
Un controlador de vuelo, que solicitó el anonimato, explicó que, en la práctica, la fiscalización es inexistente si no ocurre un accidente. Según el funcionario, mientras que los aviones que vuelan a altitudes elevadas son monitoreados por radar, los helicópteros no cuentan con ese seguimiento. Además, señaló que el relieve montañoso característico de Río de Janeiro dificulta aún más el acompañamiento continuo de estas aeronaves. Por su parte, el perito aeronáutico Daniel Kalazans subrayó que, debido a que los vuelos son autocoordinados, es sumamente difícil reunir pruebas de incumplimiento de seguridad mediante inspecciones visuales, dependiendo generalmente de denuncias realizadas por otros pilotos.
Según la Asociación de Operadores Turísticos de Helicópteros de Río de Janeiro (Aotherj), se registraron 31,759 vuelos panorámicos entre octubre de 2024 y diciembre de 2025, siendo febrero el mes con mayor actividad. En lo que va de 2026, se han registrado cuatro accidentes de helicópteros en la capital, dejando un saldo de 13 fallecidos.
A pesar de la situación, la Agencia Nacional de Aviación Civil (Anac) no ha respondido a las consultas sobre posibles cambios en las rutas o la prohibición de acercarse a puntos turísticos tras la caída del sábado. Actualmente, existe un Termo de Ajustamento de Conducta (TAC) firmado entre el Ministerio Público Federal y 14 empresas de turismo aéreo para regular los vuelos en la Zona Sur debido al ruido. Este acuerdo prohíbe maniobras estáticas cerca del Cristo Redentor y exige una distancia mínima de 600 metros de la estatua, a una altitud mínima de dos mil pies.
El Centro de Investigación y Prevención de Accidentes Aeronáuticos (Cenipa) continúa investigando las causas del accidente en el Parque Nacional de la Tijuca. Simultáneamente, la 19ª DP (Tijuca) llevará a cabo una investigación penal, donde se escuchará a los representantes de la empresa Voos Rio Panorâmico. Sobre la aeronave involucrada, un Robinson R44 con matrícula PP-MFS, se confirmó que contaba con documentación regular, incluyendo un certificado de aeronavegabilidad válido hasta junio de 2027.
Para los usuarios, las autoridades recomiendan verificar que la empresa contratada posea el Certificado de Operador Aéreo (COA) y las Especificaciones Operativas (EO), datos disponibles en el sitio web de la Anac. Asimismo, es obligatorio que los helicópteros exhiban la frase "voo panorâmico" en su fuselaje y que realicen una presentación de reglas de seguridad antes del embarque, incluyendo el uso de cinturones y procedimientos de emergencia. Los precios de estos servicios varían desde los R$ 640 por un vuelo de diez minutos hasta los R$ 3,710 por una hora de recorrido.