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"Geografía de las memorias": Flavia Fabbriziani explora la arquitectura del recuerdo en la Cidade das Artes

Ao analisar as obras da paulista Flavia Fabbriziani, convidada para expor na Cidade das Artes, a curadora Christiane Lacau percebeu que a memória era um eixo muito presente nos trabalhos. Daí surgiu a mostra individual “Geografia das memórias”, em cartaz no complexo cultural do município como parte da Semana de Arte do Rio, que até o próximo domingo levará atividades artísticas a diferentes espaços na cidade. São 13 obras que exploram a relação entre paisagens naturais contempladas pela artista e as impressões que elas lhe despertaram — sensações que vão se modificando em sua lembrança conforme a passagem do tempo. Orla: Justiça homologa acordo para adequação do esgotamento sanitário dos quiosques da Barra e do Recreio Essa família é muito unida: Parentes de Zeca Pagodinho formam grupo musical; 'vai dar muito certo, eles têm a minha levada' — Eu me encantei com a Cidade das Artes, não apenas pela dimensão e pela arquitetura, mas pelas possibilidades que ela oferecia para pensar o trabalho de outra maneira. E gostei muito dessa ideia (da curadora) de pensar as diferentes memórias como uma espécie de geografia, formada por lugares vividos, afetivos, imaginados e transformados pelo tempo — diz Flávia. Na cartografia afetiva de “Geografia das memórias”, as telas representam lugares como um sítio onde a artista esteve na infância, jardins internos e pátios italianos e cenários cariocas — ou uma combinação desses espaços, reproduzindo o processo mental que, por vezes, nos faz reunir imagens e sensações registradas separadamente. É que a ideia não é reproduzir as paisagens, mas sim as lembranças que elas deixaram e que estão sempre se modificando na memória, à medida que tempo passa e se acumula novos lugares e experiências. “Domus VI” faz parte da exposição Reprodução Entre as obras expostas estão cinco pinturas de grande dimensão, nas quais, explica Flavia, a paisagem vai se construindo por meio de camadas, transparências e apagamentos, entre formas que se deixam reconhecer e outras que se aproximam da abstração. A exposição também reúne quatro trabalhos da série "Domus", que nasceu do interesse artista pelos espaços internos e pela maneira como habitamos determinados lugares. —Apesar das diferentes escalas e construções, são obras que se encontram nessa relação entre percepção, experiência e memória. Interessa-me como os lugares que vivemos, percebemos ou imaginamos permanecem em nós, se transformam com o tempo e retornam à pintura de outras maneiras, construindo uma espécie de cartografia de afetos, uma geografia da memória — diz a artista. Administradora de empresas por formação e pós-graduada em negócios digitais, Flavia vem de uma família ligada às artes, e também investiu nesta vertente: fez MBA em gestão de museus na Associação Brasileira de Gestão Cultural, trabalhou nas áreas editoriais e educacionais e no núcleo de memória da PUC-Rio, estudou arte contemporânea, fez residência em Roma, participou de um grupo formado por Iole de Freitas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Antes de pintar, fixa suas telas em grande painéis, pois necessita de superfícies que sustentem o impacto de suas pinceladas vigorosas. Nas obras expostas na Cidade das Artes, ela usa cores alegres e luminosas para dar forma a sensações e lugares. — Ao percorrer essas obras o espectador é convidado a perceber que a geografia proposta é mais do que um lugar no mapa, é uma topografia de camadas sensoriais e internas, sobrepostas ao longo do tempo — diz a curadora Christiane Lacau. Com entrada gratuita, a mostra pode ser visitada de quarta a domingo, do meio-dia às 20h, na galeria A, no 1° piso da Cidade das Artes. ArteCore Tela que faz parte da exposição "ArteCore", na Cidade das Artes Divulgação/Cidade das Artes Também como parte da Semana de Arte do Rio, a Cidade das Artes recebe o "ArteCore 26", exposição que reúne trabalhos de Amanda Nunes, Charles Lessa, Conativo, Gustavo Magalhães, Luna Bastos, Maria de Lourdes Santiago e Robinho Santana, artistas com trajetórias, pesquisas e linguagens diversas. Nesta edição, o projeto parte de uma reflexão sobre tempo e memória para propor uma experiência em torno da arte como um campo vivo, coletivo e em constante movimento. A memória é compreendida não como um lugar de permanência, mas como impulso para seguir adiante, uma forma de relacionar as experiências que nos formaram às possibilidades que se apresentam no presente. Initial plugin text

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"Geografía de las memorias": Flavia Fabbriziani explora la arquitectura del recuerdo en la Cidade das Artes

La Cidade das Artes en Río de Janeiro se ha transformado en el escenario de un diálogo íntimo entre el paisaje y el recuerdo. En el marco de la Semana de Arte de Río, el complejo cultural presenta la exposición individual “Geografia das memórias” (Geografía de las memorias), una muestra que invita al espectador a transitar por los mapas afectivos de la artista paulista Flavia Fabbriziani. La exhibición, que permanecerá abierta hasta el próximo domingo, integra una serie de actividades artísticas distribuidas por diversos espacios de la ciudad, consolidando el evento como un punto de encuentro esencial para el arte contemporáneo.

La génesis de esta muestra surge de la mirada atenta de la curadora Christiane Lacau, quien, al analizar la producción de Fabbriziani, detectó que la memoria no era solo un tema recurrente, sino el eje vertebrador de sus trabajos. A partir de esta observación, se estructuró una propuesta que entiende los recuerdos no como archivos estáticos, sino como una geografía dinámica. Para la artista, esta interpretación permitió repensar su obra en relación con la magnitud y la arquitectura de la Cidade das Artes, explorando la posibilidad de representar lugares vividos, afectivos e imaginados que han sido transformados por el inevitable paso del tiempo.

La exposición consta de 13 obras que profundizan en la relación entre las paisajes naturales contempladas por la artista y las impresiones sensoriales que estas despertaron en ella. Lo fundamental en esta “cartografía afectiva” no es la reproducción fiel de la realidad, sino la representación de los recuerdos. Fabbriziani plantea que las imágenes y sensaciones se modifican a medida que el tiempo transcurre y se acumulan nuevas experiencias, lo que convierte a la pintura en un proceso de traducción de esa memoria cambiante. Entre las escenas representadas se encuentran sitios de la infancia de la artista, patios y jardines internos de Italia, así como diversos escenarios cariocas, o incluso combinaciones de estos espacios que emulan el proceso mental humano de fusionar recuerdos fragmentados.

En cuanto a la ejecución técnica, la muestra destaca cinco pinturas de gran formato. En estas piezas, la artista construye el paisaje mediante un sistema de capas, transparencias y apagamientos. Este método permite que algunas formas sean fácilmente reconocibles mientras que otras se desplazan hacia la abstracción, reflejando así la naturaleza borrosa de ciertos recuerdos. Complementando esta serie, se presentan cuatro trabajos pertenecientes a la serie "Domus", la cual nace del interés de Fabbriziani por los espacios interiores y la manera en que los seres humanos habitan y se apropian de determinados lugares.

La trayectoria de Flavia Fabbriziani es tan ecléctica como su obra. De formación administradora de empresas y posgraduada en negocios digitales, la artista proviene de una familia profundamente ligada a las artes, lo que impulsó su formación multidisciplinaria. Cuenta con un MBA en gestión de museos por la Asociación Brasileña de Gestión Cultural y ha desempeñado roles en las áreas editorial y educativa, además de haber trabajado en el núcleo de memoria de la PUC-Rio. Su formación se complementa con estudios de arte contemporáneo, una residencia artística en Roma y la participación en un grupo coordinado por Iole de Freitas en la Escuela de Artes Visuales del Parque Lage.

Un aspecto distintivo de su proceso creativo es el soporte. Antes de comenzar a pintar, Fabbriziani fija sus lienzos en grandes paneles, una necesidad técnica para sostener el impacto de sus pinceladas vigorosas. Para dar forma a estas sensaciones y geografías internas, utiliza una paleta de colores alegres y luminosos. Según la curadora Christiane Lacau, el recorrido por las obras permite al espectador comprender que la geografía propuesta trasciende el mapa físico, convirtiéndose en una topografía de capas sensoriales e internas superpuestas a lo largo de los años.

Simultáneamente, la Cidade das Artes alberga otra propuesta relevante dentro de la Semana de Arte de Río: la exposición "ArteCore 26". Este proyecto colectivo reúne las obras de artistas con trayectorias y lenguajes diversos, entre ellos Amanda Nunes, Charles Lessa, Conativo, Gustavo Magalhães, Luna Bastos, Maria de Lourdes Santiago y Robinho Santana. A diferencia de la muestra individual de Fabbriziani, "ArteCore 26" propone una reflexión colectiva sobre el tiempo y la memoria, entendiendo esta última no como un lugar de permanencia o nostalgia, sino como un impulso vital para avanzar y relacionar las experiencias formativas con las posibilidades del presente.

Para aquellos interesados en visitar estas propuestas, la entrada es gratuita. La exposición “Geografia das memórias” se encuentra ubicada en la Galería A, en el primer piso de la Cidade das Artes, y puede ser visitada de miércoles a domingo, en un horario comprendido entre el mediodía y las 20:00 horas.

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