Política / JudicialFachin unifica investigación sobre conflicto entre ministros del STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu retirar do inquérito das fake news a petição em que o ministro Alexandre de Moraes solicita a investigação do colega André Mendonça. Com o despacho proferido nesta sexta-feira (4), Fachin unificou os questionamentos mútuos entre os magistrados em um procedimento público e de trâmite direto sob a responsabilidade da Presidência da Corte. A medida impõe prazos para manifestação antes de qualquer deliberação sobre o prosseguimento das acusações. A Procuradoria-Geral da República (PGR) terá cinco dias úteis para apresentar parecer sobre os apontamentos de Moraes. Concluída essa etapa, abre-se o mesmo prazo para a defesa de Mendonça. Por conta do feriado de 7 de Setembro, o cronograma para as respostas pode se estender até o dia 21, salvo manifestação antecipada das partes. Instrução sem julgamento de mérito Ao avocar a condução do caso, Fachin ressaltou que as determinações possuem caráter estritamente instrutório. O objetivo é examinar a admissibilidade e a regularidade formal do pedido formulado por Moraes antes de decidir se arquiva a petição ou se submete a matéria ao plenário do tribunal. “ As providências ora determinadas destinam-se exclusivamente à instrução do feito, sem antecipação de juízo quanto à admissibilidade, à regularidade do procedimento ou ao mérito das imputações “, registrou o presidente no despacho. A decisão também atende a uma posição histórica de Fachin, crítico da manutenção continuada do inquérito das fake news, instaurado em 2019 pelo então presidente Dias ToffolI, e favorável ao encerramento da tramitação dessa investigação no tribunal. Escalação da crise institucional O embate na Suprema Corte atingiu ponto crítico na terça-feira (1o), quando Mendonça, relator do processo do Banco Master, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento reuniu 51 mensagens trocadas entre o empresário Daniel Vorcaro e interlocutores, citando suspostos contatos com Moraes. Na quinta-feira (3), Moraes reagiu ao peticionar a abertura de investigação contra Mendonça. No documento enviado a Fachin, sustentou a presença de “f ortes indícios ” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade, acusando o colega de perda de imparcialidade e direcionamento político na condução das operações Compliance Zero e Sem Desconto. Próximos passos e validação legal Paralelamente, a PGR já havia questionado a validade dos procedimentos que deram origem ao relatório divulgado por Mendonça. O procurador-geral Paulo Gonet sustentou que investigações direcionadas a membros do Supremo exigem autorização prévia do plenário e não podem ser instauradas de ofício por um único ministro. Caberá a Fachin, após o recebimento das manifestações da PGR e de Mendonça, definir a validade jurídica dos relatórios apresentados por ambos os lados e fixar o rito de julgamento do caso no STF. LEIA TAMBÉM: Abusos de Mendonça no caso Master são tão ou ainda mais escancarados que os de Moro na Lava Jato Mendonça expôs desejo pessoal de derrubar Gonet e Andrei Rodrigues por questões políticas, revela PF Fachin dá prazo para que ministros, PGR e PF se manifestem sobre conduta em investigações
viernes, 4 de septiembre de 2026, 14:35
BR
jornalggn
Tensión en el Supremo Tribunal Federal de Brasil. El presidente de la Corte, el ministro Edson Fachin, ha decidido retirar del inquérito de las noticias falsas la petición del ministro Alexandre de Moraes para investigar a su colega, André Mendonça. Fachin ha unificado los cuestionamientos mutuos entre ambos magistrados en un procedimiento público bajo la responsabilidad directa de la Presidencia del tribunal.
El conflicto alcanzó un punto crítico cuando Mendonça, relator del proceso del Banco Master, eliminó el secreto de un informe policial que citaba supuestos contactos con Moraes. En respuesta, Moraes solicitó la apertura de una investigación contra Mendonça, alegando indicios de improbidad administrativa, abuso de autoridad y crimen de responsabilidad, acusándolo de pérdida de imparcialidad y direccionamiento político.
Por su parte, la Procuraduría General de la República, liderada por Paulo Gonet, ha cuestionado la validez de los procedimientos, sosteniendo que las investigaciones dirigidas a miembros del Supremo requieren autorización previa del pleno y no pueden ser instauradas por un solo ministro.
Ante este escenario, Fachin estableció plazos estrictos: la PGR tiene cinco días hábiles para presentar su parecer y, posteriormente, la defensa de Mendonça contará con el mismo plazo. Debido al feriado del 7 de septiembre, el cronograma de respuestas podría extenderse hasta el 21 de septiembre.
Es importante resaltar que esta decisión tiene un carácter estrictamente instructorio. El objetivo de Fachin es evaluar la admisibilidad y regularidad formal del pedido antes de decidir si archiva la petición o la somete al pleno del tribunal. Esta medida es coherente con la postura de Fachin, quien ha sido crítico con la permanencia del inquérito de las fake news instaurado en 2019.
Ahora, corresponderá a Fachin definir la validez jurídica de los informes presentados por ambas partes y fijar el rito de juicio en el STF.
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