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Dinámicas electorales y el avance del centro en el Nordeste brasileño

Com um chapéu de couro e a bandeira de Pernambuco amarrada ao corpo, Raquel Lyra (PSD) fecha os olhos, abaixa a cabeça e faz uma oração. A governadora acabara de chegar à missa em Serrita, no sertão central do estado, sob o olhar de seu principal adversário, João Campos (PSB). Ao fim da solenidade, percorre a cavalo o acampamento onde estão os vaqueiros e trabalhadores rurais que vieram das cidades vizinhas. Alega pressa para um próximo compromisso, mas pausa para tirar fotos e apertar as mãos de potenciais eleitores para as eleições de outubro. Em uma tenda improvisada, o comerciante João Marcos de Lavor, 46, fazia um churrasco com sua numerosa família e aguardava o sol quente aplacar para voltar para casa no Cedro. Eleitor do presidente Lula (PT), conta que não vai votar no ex-prefeito do Recife, apoiado pelo petista, mas na governadora. "Nada contra o João, gente boa, um menino inteligente que está começando, né? Mas a gente deve muito a Raquel, ela arregaçou as mangas e, a gente vê o que ela vem fazendo. Está correndo atrás", afirma. A escolha de João Marcos ajuda a explicar uma mudança nas disputas estaduais do Nordeste: Lula continua sendo uma referência para parte expressiva do eleitorado, mas agora enfrenta um direita organizada e partidos de centro que ganham terreno em disputas majoritárias, Em Pernambuco, João Campos tenta nacionalizar a disputa entre aliados de Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Raquel, por sua vez, procura descolá-la da eleição presidencial, preservando pontes com o petismo e atraindo uma parcela do bolsonarismo. O Nordeste é a região onde se observa maior intenção de votos em Lula, de acordo com o primeiro levantamento do Datafolha após o início oficial da campanha presidencial e o registro das candidaturas. Na região, 53% afirmam votar no petista, contra 25% em Flávio Bolsonaro. Nas outras regiões, Lula alcança a marca de 33%, menos do que Flávio (36% no Sudeste, 38% no Sul e 35% no Centro...

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Dinámicas electorales y el avance del centro en el Nordeste brasileño

¿Es posible votar por Lula y, al mismo tiempo, apoyar a un candidato de centro u oposición en las elecciones locales? En el Nordeste de Brasil, esta tendencia está redefiniendo las disputas electorales.

En Serrita, Pernambuco, la gobernadora Raquel Lyra, del partido PSD, despliega una estrategia de cercanía con los trabajadores rurales. Mientras su principal adversario, João Campos, busca nacionalizar la disputa alineando la contienda entre los aliados de Lula y Flávio Bolsonaro, Lyra intenta desvincular la elección estatal de la presidencial. Su objetivo es claro: preservar los puentes con el petismo y, simultáneamente, atraer a una parte del bolsonarismo.

Esta dinámica se refleja en votantes como João Marcos de Lavor, un comerciante y simpatizante del presidente Lula. A pesar de que el mandatario apoya a João Campos, Lavor afirma que votará por la gobernadora Raquel Lyra, destacando que ella ha trabajado activamente y "se ha remangado las mangas" por la región.

El fenómeno evidencia un cambio en el Nordeste: aunque Lula sigue siendo la referencia principal, la derecha se ha organizado y los partidos de centro están ganando terreno en las disputas mayoritarias sin confrontar directamente al presidente.

Las cifras de Datafolha respaldan la fuerza de Lula en la región, donde cuenta con el 53% de la intención de voto, frente al 25% de Flávio Bolsonaro. No obstante, el panorama es inverso en el resto del país. En el Sudeste, Sur y Centro, Flávio Bolsonaro lidera con el 36%, 38% y 35% respectivamente, mientras que Lula alcanza el 33% en estas zonas.

El escenario político en Pernambuco muestra que la lealtad al presidente no se traduce automáticamente en apoyo a sus aliados locales.

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