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miércoles, 28 de octubre de 2026

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Lujo y estilo: Vicky Justus celebra sus 6 años con una fiesta 'cowgirl chic' en São Paulo
entretenimiento17 de mayo

Lujo y estilo: Vicky Justus celebra sus 6 años con una fiesta 'cowgirl chic' en São Paulo

Vicky Justus ganhou uma festa de 6 anos com vestido de R$ 45 mil, carrossel, bolo gigante e até entrada de pônei, e eu ainda estava no Cosme Velho tentando transformar meu domingo nublado em uma manhã minimamente civilizada. Amores, a água do café nem tinha decidido se fervia ou se fazia drama, a laranja já estava na bancada me olhando com destino de bolo, e eu abri o celular achando que veria uma festinha infantil. Festinha? Roberto Justus e Ana Paula Siebert entregaram foi um rodeio de luxo com CEP emocional nos Hamptons. A caçula de Roberto Justus e Ana Paula Siebert comemorou os 6 anos neste sábado (16), em uma fazenda da família no interior de São Paulo. O tema escolhido foi “cowgirl chic”, uma mistura de estética country refinada com referências ao estilo de vida sofisticado dos Hamptons, em Nova York. Diferente dos aniversários anteriores, que já tiveram temas como Disney, Ariel, Moana e Tinker Bell, Vicky deixou o universo mais infantil clássico de lado e entrou em uma fase western elegante, com flores, tons suaves, atrações espalhadas pela propriedade e uma cenografia pensada para conversar com a natureza da fazenda. A decoração apostou em referências de polo, hipismo, casas de veraneio e estética western refinada, mas sem aquele exagero cenográfico que faz a criança desaparecer dentro da própria festa. A paleta trouxe verde, salmão, bege e rosa queimado. No lugar dos tradicionais balões, entraram arranjos florais assinados por Tetê Castanha. Ou seja, até o balão foi barrado na porta por falta de sofisticação. Aniversário de Vicky Justus teve entrada de Pônei (Foto: Reprodução/Instagram) O bolo também virou atração própria. Encomendado por Vicky e produzido pela confeiteira Mariana Junqueira, o doce tinha cerca de 1,70 metro de altura, sete andares e muitas flores. O tamanho chamou atenção porque o bolo era maior que Rafa Justus, irmã da aniversariante, que tem 1,65 m. “A Vicky pediu um bolo bem grande, com muitas flores”, contou a confeiteira. No look, Vicky entrou completamente no personagem. A aniversariante apareceu com um conjunto em camurça rosé com franjas, blusa branca de mangas bufantes, botas western verde-menta com bordados florais e chapéu marrom de feltro. Depois, ainda trocou de produção para o momento do parabéns, usando um vestido sob medida com mangas bufantes em estilo princesa. Roberto Justus apareceu em uma versão mais discreta, com camisa de linho em tom salmão claro, calça branca de alfaiataria e mocassins neutros. Entre os pequenos convidados, Mavie e Mel, filhas de Neymar Jr. com Bruna Biancardi, chamaram atenção. As duas combinaram looks da Dior, com camisetas brancas estampadas e saias rodadas de tule. Manuella Tralli, filha de César Tralli e Ticiane Pinheiro, também esteve na comemoração e aproveitou a festa ao lado da família. Bolo de sete andares tinha 1,70 metro de altura e foi pedido pela própria aniversariante. (Foto: Reprodução/Instagram) Na hora do parabéns, Vicky fez uma entrada triunfal montada em um pônei de pelagem caramelo e branca, arrancando aplausos dos convidados. Porque, aparentemente, chegar andando virou coisa de aniversário simples. No universo Justus, a criança entra no parabéns como se estivesse abrindo um desfile country de alta-costura. Apesar do luxo todo, a família manteve atrações pensadas para as crianças. A fazenda teve carrossel, cavalo mecânico, simuladores, escorregadores, espaços interativos e até uma ilha de recreação para os pequenos criarem e personalizarem o próprio chapéu. Também não faltaram doces: sorvete de pistache, brownie derretido, brownie crocante, cookies e muito chocolate. No fim da noite, a família ainda entrou no clima do karaokê. Roberto Justus e Rafaella Justus se divertiram com as crianças, fechando a comemoração em tom mais familiar depois de uma produção que levou cerca de seis meses para ficar pronta. Andrea Guimarães contou que Vicky participou mais das decisões neste ano. “Ela participou mais desse ano. É muito inteligente, muito fofa e já tem as opiniões dela”, afirmou. A cena que fica é essa: eu, no Cosme Velho, com bolo de laranja ainda apenas como promessa, olhando para uma festa infantil com vestido de R$ 45 mil, bolo maior que adolescente, filhas de Neymar, pônei e carrossel. Minha filha, Vicky Justus não fez aniversário: ela abriu uma temporada social da fazenda. E eu, que só queria assar um bolo, já estou me sentindo econômica demais.

La "civilización compulsiva": el impacto de las apuestas, el consumo y la hiperconectividad en la salud mental
salud17 de mayo

La "civilización compulsiva": el impacto de las apuestas, el consumo y la hiperconectividad en la salud mental

“Vivemos em uma civilização muito compulsiva, que empurra o sujeito para uma sensação permanente de insuficiência, como se ele estivesse sempre em dívida com os próprios desejos e precisasse alcançar mais alguma coisa para, finalmente, se sentir satisfeito”. A frase é do psicólogo e diretor de conhecimento da Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo (Ebac), Cristiano Costa. A organização é voltada ao acolhimento e prevenção de comportamentos compulsivos, especialmente ligados a apostas.Para ele, o avanço das compulsões contemporâneas está diretamente ligado às angústias produzidas por uma sociedade hiperconectada, individualista e marcada pelo consumo constante. Nesta entrevista, Cristiano explica como a pandemia transformou a forma como as pessoas enxergam a saúde mental, ampliando o acesso à terapia online e reduzindo o estigma em torno de sintomas como ansiedade, depressão e comportamentos compulsivos. O profissional também analisa a diferença entre desejo, obsessão e compulsão, mostrando como hábitos aparentemente comuns, como compras, trabalho e alimentação, podem se transformar em mecanismos repetitivos de alívio emocional. Na conversa, ele discute ainda o impacto das bets, dos algoritmos e da publicidade na construção de uma sensação permanente de insatisfação, além dos limites da força de vontade diante de um sistema que estimula excessos e lucra com a vulnerabilidade emocional. “As pessoas precisam de apoio, seja da rede afetiva, seja do acompanhamento psicológico e psicoterapêutico”. Leia Também: INTERNACIONAL Cronistas de A TARDE brilham em prêmio de contos na Espanha CRÔNICA A Bela mais tarde DIA DAS MÃES Construindo o futuro: perspectivas e desafios estruturais em relação à criação dos filhos O que mudou na forma como as pessoas enxergam a saúde mental nos últimos anos?A primeira mudança foi uma adesão muito especial e ampla ao atendimento online. É como se cada psicólogo tivesse um consultório em outros estados e até em outros países. Por estarem familiarizadas com o ambiente digital, as pessoas também entenderam que esse acesso poderia facilitar o cuidado com a saúde mental. Como o ambiente que vivemos na pandemia foi um momento de muito confinamento e isolamento, e a gente já vinha de uma experiência digital muito profunda, as pessoas tiveram, grosso modo, essa surpresa de poder ter acesso ao psicólogo com mais facilidade, mais conforto e mais sigilo, sem precisar se deslocar no trânsito da cidade, aquela coisa de que, para cumprir um compromisso, você tem que sair horas antes. A segunda mudança, que eu acho que está mais ligada à sua pergunta, é que, de fato, as pessoas começaram a falar mais sobre os seus sintomas e sobre as suas emoções difíceis. Hoje não é mais vergonhoso admitir que está sofrendo de ansiedade, que está com sintomas depressivos, que anda muito nervoso, ou mesmo falar dos efeitos dessas diversas compulsividades, como a compulsividade pelas telas e pelas compras. Isso criou um ambiente mais aberto e mais receptivo. Saúde mental, até 2020, era um assunto sobre o qual ninguém gostava muito de falar. Quando alguém perguntava se você fazia terapia, a resposta muitas vezes vinha carregada de defesa. “Por quê? Você acha que eu tenho algum problema? Você acha que eu sou maluco?”. Hoje em dia, quando se pergunta a alguém se ela faz terapia, a pessoa responde ou que tem muita vontade, ou que está procurando fazer. Ou até diz, naturalmente, que faz. Então, na linguagem técnica, diminuíram as defesas e as barreiras das pessoas em relação ao interesse pela psicologia e pela psicoterapia.Quais angústias contemporâneas estão mais associadas a um comportamento de exagero?A solidão e o isolamento. Está cada vez mais difícil entrar em espaços de consenso, de convivência e de troca e de compartilhamento. Ainda que o verbo “compartilhar” seja muito conjugado, essa prática muitas vezes se limita às redes sociais, porque, no cotidiano, a gente observa essa angústia de não ter figuras de referência e de confiança. A rede de apoio é outro elemento muito forte nas angústias atuais. As pessoas se queixam muito das suas redes de apoio. Vivemos em um mundo hiperindividualista, em que cada um precisa dar conta do próprio recado, e isso tem sido um grande objeto de angústia. Sem falar das questões clássicas, como as econômicas e as limitações de natureza material. A gente vive em um mundo em que existe um convite muito forte para uma demonstração de felicidade a partir do consumo. Essa também é uma questão muito forte. As redes sociais também trazem comparações, e comparações que, muitas vezes, são baseadas no consumo. O psicólogo e diretor de conhecimento da Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo (Ebac), Cristiano Costa | Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE Qual é a linha que separa desejo, obsessão e compulsão? Como diferenciar, na prática, um hábito comum de consumo de um comportamento compulsivo que exige atenção?Todo hábito saudável traz algum nível de saciedade. A pessoa consegue parar na primeira taça de vinho, compra apenas o que precisa ou joga sem transformar aquilo no centro da vida. O que diferencia a compulsão é, justamente, a ausência desse limite. Existe uma dinâmica de repetição e insatisfação permanente. Freud chamava isso de “compulsão à repetição”. O fumante acende um cigarro atrás do outro, quem aposta não consegue parar de jogar, quem compra sente necessidade constante de consumir, e o mesmo acontece com a compulsão alimentar. Hoje, as canetas emagrecedoras ajudam a entender isso. Existe um desejo social muito forte de continuar comendo sem lidar com as consequências emocionais e físicas desse comportamento. O problema é que, muitas vezes, se trata apenas o sintoma, sem olhar para a origem psicológica da compulsão. Toda compulsão funciona como uma tentativa de aliviar conflitos internos através de comportamentos que, em si, não têm relação direta com a angústia original. A pessoa encontra um alívio momentâneo e, por isso, repete o comportamento continuamente.Existe um poder individual capaz de vencer um comportamento compulsivo apenas com força de vontade? Ou há uma assimetria de forças entre o indivíduo e toda a máquina de consumo – alimentada por publicidade, algoritmos e pelo capitalismo digital – que estimula angústias e oferece caminhos rápidos, como bets e canetas emagrecedoras, para aliviar essas dores? Como você enxerga essa relação entre responsabilidade individual e influência do sistema?De jeito nenhum. É claro que, ao final, quem precisa encontrar forças para se reorganizar é o próprio indivíduo. Mas em nenhum lugar se afirma que alguém consegue dar conta sozinho das próprias angústias. Ao contrário. As pessoas precisam de apoio, seja da rede afetiva, seja do acompanhamento psicológico e psicoterapêutico. Vivemos em uma civilização muito compulsiva, que empurra o sujeito para uma sensação permanente de insuficiência, como se ele estivesse sempre em dívida com os próprios desejos e precisasse alcançar mais alguma coisa para, finalmente, se sentir satisfeito. Por isso, embora seja importante acreditar na força individual, ela não basta sem suporte. Uma pessoa em sofrimento compulsivo, por exemplo, já dá um passo importante quando consegue conversar com alguém. A fala ajuda a elaborar emoções, perceber padrões e compreender conflitos internos. E isso se fortalece ainda mais quando esse diálogo chega aos especialistas. A psicologia acumula mais de um século de estudos e diferentes abordagens capazes de ajudar as pessoas em suas travessias emocionais. O grande problema, no entanto, é o acesso. Mesmo valores considerados baixos para a psicoterapia ainda estão fora da realidade da maior parte da população brasileira. Isso revela um descaso histórico com a saúde mental no país. O Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta limites profundos, especialmente porque o teleatendimento em psicologia ainda não é incorporado de forma consistente à rede pública de atenção psicossocial. E isso é contraditório, porque hoje o atendimento online tem qualidade semelhante ao presencial e permitiria alcançar populações inteiras em lugares onde a presença física de profissionais é praticamente inviável, como comunidades ribeirinhas da Amazônia. Também é preciso discutir a responsabilidade de setores econômicos que lucram com comportamentos compulsivos. No caso das bets, por exemplo, parte da arrecadação passou a ser destinada à saúde mental, mas o percentual recebido pelo Ministério da Saúde ainda é muito pequeno diante da dimensão do problema. O debate precisa avançar não só sobre tratamento, mas também sobre prevenção, investimento público e ampliação do acesso ao cuidado psicológico.

La sociedad de la insatisfacción: El auge de las conductas compulsivas
Salud Mental17 de mayo

La sociedad de la insatisfacción: El auge de las conductas compulsivas

“Vivemos em uma civilização muito compulsiva, que empurra o sujeito para uma sensação permanente de insuficiência, como se ele estivesse sempre em dívida com os próprios desejos e precisasse alcançar mais alguma coisa para, finalmente, se sentir satisfeito”. A frase é do psicólogo e diretor de conhecimento da Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo (Ebac), Cristiano Costa. A organização é voltada ao acolhimento e prevenção de comportamentos compulsivos, especialmente ligados a apostas.Para ele, o avanço das compulsões contemporâneas está diretamente ligado às angústias produzidas por uma sociedade hiperconectada, individualista e marcada pelo consumo constante. Nesta entrevista, Cristiano explica como a pandemia transformou a forma como as pessoas enxergam a saúde mental, ampliando o acesso à terapia online e reduzindo o estigma em torno de sintomas como ansiedade, depressão e comportamentos compulsivos. O profissional também analisa a diferença entre desejo, obsessão e compulsão, mostrando como hábitos aparentemente comuns, como compras, trabalho e alimentação, podem se transformar em mecanismos repetitivos de alívio emocional. Na conversa, ele discute ainda o impacto das bets, dos algoritmos e da publicidade na construção de uma sensação permanente de insatisfação, além dos limites da força de vontade diante de um sistema que estimula excessos e lucra com a vulnerabilidade emocional. “As pessoas precisam de apoio, seja da rede afetiva, seja do acompanhamento psicológico e psicoterapêutico”. Leia Também: INTERNACIONAL Cronistas de A TARDE brilham em prêmio de contos na Espanha CRÔNICA A Bela mais tarde DIA DAS MÃES Construindo o futuro: perspectivas e desafios estruturais em relação à criação dos filhos O que mudou na forma como as pessoas enxergam a saúde mental nos últimos anos?A primeira mudança foi uma adesão muito especial e ampla ao atendimento online. É como se cada psicólogo tivesse um consultório em outros estados e até em outros países. Por estarem familiarizadas com o ambiente digital, as pessoas também entenderam que esse acesso poderia facilitar o cuidado com a saúde mental. Como o ambiente que vivemos na pandemia foi um momento de muito confinamento e isolamento, e a gente já vinha de uma experiência digital muito profunda, as pessoas tiveram, grosso modo, essa surpresa de poder ter acesso ao psicólogo com mais facilidade, mais conforto e mais sigilo, sem precisar se deslocar no trânsito da cidade, aquela coisa de que, para cumprir um compromisso, você tem que sair horas antes. A segunda mudança, que eu acho que está mais ligada à sua pergunta, é que, de fato, as pessoas começaram a falar mais sobre os seus sintomas e sobre as suas emoções difíceis. Hoje não é mais vergonhoso admitir que está sofrendo de ansiedade, que está com sintomas depressivos, que anda muito nervoso, ou mesmo falar dos efeitos dessas diversas compulsividades, como a compulsividade pelas telas e pelas compras. Isso criou um ambiente mais aberto e mais receptivo. Saúde mental, até 2020, era um assunto sobre o qual ninguém gostava muito de falar. Quando alguém perguntava se você fazia terapia, a resposta muitas vezes vinha carregada de defesa. “Por quê? Você acha que eu tenho algum problema? Você acha que eu sou maluco?”. Hoje em dia, quando se pergunta a alguém se ela faz terapia, a pessoa responde ou que tem muita vontade, ou que está procurando fazer. Ou até diz, naturalmente, que faz. Então, na linguagem técnica, diminuíram as defesas e as barreiras das pessoas em relação ao interesse pela psicologia e pela psicoterapia.Quais angústias contemporâneas estão mais associadas a um comportamento de exagero?A solidão e o isolamento. Está cada vez mais difícil entrar em espaços de consenso, de convivência e de troca e de compartilhamento. Ainda que o verbo “compartilhar” seja muito conjugado, essa prática muitas vezes se limita às redes sociais, porque, no cotidiano, a gente observa essa angústia de não ter figuras de referência e de confiança. A rede de apoio é outro elemento muito forte nas angústias atuais. As pessoas se queixam muito das suas redes de apoio. Vivemos em um mundo hiperindividualista, em que cada um precisa dar conta do próprio recado, e isso tem sido um grande objeto de angústia. Sem falar das questões clássicas, como as econômicas e as limitações de natureza material. A gente vive em um mundo em que existe um convite muito forte para uma demonstração de felicidade a partir do consumo. Essa também é uma questão muito forte. As redes sociais também trazem comparações, e comparações que, muitas vezes, são baseadas no consumo. O psicólogo e diretor de conhecimento da Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo (Ebac), Cristiano Costa | Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE Qual é a linha que separa desejo, obsessão e compulsão? Como diferenciar, na prática, um hábito comum de consumo de um comportamento compulsivo que exige atenção?Todo hábito saudável traz algum nível de saciedade. A pessoa consegue parar na primeira taça de vinho, compra apenas o que precisa ou joga sem transformar aquilo no centro da vida. O que diferencia a compulsão é, justamente, a ausência desse limite. Existe uma dinâmica de repetição e insatisfação permanente. Freud chamava isso de “compulsão à repetição”. O fumante acende um cigarro atrás do outro, quem aposta não consegue parar de jogar, quem compra sente necessidade constante de consumir, e o mesmo acontece com a compulsão alimentar. Hoje, as canetas emagrecedoras ajudam a entender isso. Existe um desejo social muito forte de continuar comendo sem lidar com as consequências emocionais e físicas desse comportamento. O problema é que, muitas vezes, se trata apenas o sintoma, sem olhar para a origem psicológica da compulsão. Toda compulsão funciona como uma tentativa de aliviar conflitos internos através de comportamentos que, em si, não têm relação direta com a angústia original. A pessoa encontra um alívio momentâneo e, por isso, repete o comportamento continuamente.Existe um poder individual capaz de vencer um comportamento compulsivo apenas com força de vontade? Ou há uma assimetria de forças entre o indivíduo e toda a máquina de consumo – alimentada por publicidade, algoritmos e pelo capitalismo digital – que estimula angústias e oferece caminhos rápidos, como bets e canetas emagrecedoras, para aliviar essas dores? Como você enxerga essa relação entre responsabilidade individual e influência do sistema?De jeito nenhum. É claro que, ao final, quem precisa encontrar forças para se reorganizar é o próprio indivíduo. Mas em nenhum lugar se afirma que alguém consegue dar conta sozinho das próprias angústias. Ao contrário. As pessoas precisam de apoio, seja da rede afetiva, seja do acompanhamento psicológico e psicoterapêutico. Vivemos em uma civilização muito compulsiva, que empurra o sujeito para uma sensação permanente de insuficiência, como se ele estivesse sempre em dívida com os próprios desejos e precisasse alcançar mais alguma coisa para, finalmente, se sentir satisfeito. Por isso, embora seja importante acreditar na força individual, ela não basta sem suporte. Uma pessoa em sofrimento compulsivo, por exemplo, já dá um passo importante quando consegue conversar com alguém. A fala ajuda a elaborar emoções, perceber padrões e compreender conflitos internos. E isso se fortalece ainda mais quando esse diálogo chega aos especialistas. A psicologia acumula mais de um século de estudos e diferentes abordagens capazes de ajudar as pessoas em suas travessias emocionais. O grande problema, no entanto, é o acesso. Mesmo valores considerados baixos para a psicoterapia ainda estão fora da realidade da maior parte da população brasileira. Isso revela um descaso histórico com a saúde mental no país. O Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta limites profundos, especialmente porque o teleatendimento em psicologia ainda não é incorporado de forma consistente à rede pública de atenção psicossocial. E isso é contraditório, porque hoje o atendimento online tem qualidade semelhante ao presencial e permitiria alcançar populações inteiras em lugares onde a presença física de profissionais é praticamente inviável, como comunidades ribeirinhas da Amazônia. Também é preciso discutir a responsabilidade de setores econômicos que lucram com comportamentos compulsivos. No caso das bets, por exemplo, parte da arrecadação passou a ser destinada à saúde mental, mas o percentual recebido pelo Ministério da Saúde ainda é muito pequeno diante da dimensão do problema. O debate precisa avançar não só sobre tratamento, mas também sobre prevenção, investimento público e ampliação do acesso ao cuidado psicológico.

Aceite usado como "mensualidad": el innovador proyecto educativo de Faetec en Río de Janeiro
general17 de mayo

Aceite usado como "mensualidad": el innovador proyecto educativo de Faetec en Río de Janeiro

Faetec usa óleo de cozinha como ‘mensalidade’ em curso preparatório no Rio Um projeto da Escola Técnica Estadual Juscelino Kubitschek, da Faetec, no Jardim América, na Zona Norte do Rio de Janeiro, transforma óleo de cozinha usado em “mensalidade” para um curso preparatório gratuito voltado a jovens da região. No “Faetequinho: elos sustentáveis por uma educação de qualidade”, cada aluno paga a matrícula com 2 litros de óleo usado e, depois, contribui mensalmente com a mesma quantidade. Desde 2014, segundo a escola, o projeto já coletou 17.524 litros de óleo. No mesmo período, 437 jovens fizeram o curso gratuitamente. O diretor da unidade, Maicon Lisboa, afirmou que 20% deles passaram posteriormente no concurso para entrar na Faetec. Matrícula e mensalidades são pagas com óleo usado Reprodução/TV Globo Múltiplos benefícios A ideia surgiu em 2014, quando professores da unidade desenvolveram uma atividade para reduzir o descarte incorreto de óleo de cozinha nos rios da região. Na mesma época, eles identificaram a dificuldade de jovens do Jardim América e de bairros próximos em acessar a Faetec. A partir disso, a escola decidiu unir a reciclagem do óleo a um pré-técnico gratuito para moradores do entorno. O curso oferece aulas de Língua Portuguesa e Matemática, disciplinas cobradas no processo seletivo da Faetec. “Esse projeto nasceu da vontade dos alunos em criar ideias que ajudassem o ambiente em que eles viviam”, lembra Caroline Porto, idealizadora do projeto e professora de Gestão Ambiental da unidade desde 2011. “De início, a coleta de óleo era só para diminuir o impacto nos rios. Fiquei imensamente grata por ter se desenvolvido para algo que beneficia também a educação da população do entorno da escola”, emendou. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. Alunos começam o processo com a filtragem do óleo Reprodução/TV Globo Como funciona Parte do óleo recolhido é transformada em sabão pelos alunos, dentro da própria escola. O material é vendido para ajudar a custear o curso ou entregue a doadores do projeto. Segundo a Faetec, o restante do óleo é vendido para uma cooperativa que trabalha com reciclagem. “O óleo é transformado por um processo químico de reciclagem. Os alunos fazem a filtragem, convertem esse óleo em uma pasta, usando todos os EPIs necessários, e depois colocam em formas, cortam, pesam e geram para venda aqui na comunidade”, afirmou Marcelo Luiz, coordenador do projeto. Para a aluna Emily Monteiro, a proposta ajuda a dar novo uso a um material que seria descartado. “Eu achei muito interessante, porque é uma forma muito sustentável de utilizar aquilo que a gente não utiliza mais. É incrível”, disse. Óleo decantado vira uma pasta com aditivos químicos Reprodução/TV Globo Ex-alunos voltam ao projeto Entre os jovens que passaram pelo preparatório está Mickaelly Cristinaelue, ex-aluna do projeto e hoje estudante da Faetec. Ela atua na iniciativa e diz que quer ajudar outros alunos a terem a mesma oportunidade. “Eu passei graças ao curso, porque os professores de lá são muito bons. Eles ajudam, explicam tudo com muita calma. Graças a eles eu consegui passar, e agora tenho a oportunidade de ajudar”, contou. Pasta é colocada em moldes para endurecer Reprodução/TV Globo Sabão é cortado e embalado Reprodução/TV Globo

Curso preparatorio en Río de Janeiro acepta aceite usado como pago
Educación y Sostenibilidad17 de mayo

Curso preparatorio en Río de Janeiro acepta aceite usado como pago

Faetec usa óleo de cozinha como ‘mensalidade’ em curso preparatório no Rio Um projeto da Escola Técnica Estadual Juscelino Kubitschek, da Faetec, no Jardim América, na Zona Norte do Rio de Janeiro, transforma óleo de cozinha usado em “mensalidade” para um curso preparatório gratuito voltado a jovens da região. No “Faetequinho: elos sustentáveis por uma educação de qualidade”, cada aluno paga a matrícula com 2 litros de óleo usado e, depois, contribui mensalmente com a mesma quantidade. Desde 2014, segundo a escola, o projeto já coletou 17.524 litros de óleo. No mesmo período, 437 jovens fizeram o curso gratuitamente. O diretor da unidade, Maicon Lisboa, afirmou que 20% deles passaram posteriormente no concurso para entrar na Faetec. Matrícula e mensalidades são pagas com óleo usado Reprodução/TV Globo Múltiplos benefícios A ideia surgiu em 2014, quando professores da unidade desenvolveram uma atividade para reduzir o descarte incorreto de óleo de cozinha nos rios da região. Na mesma época, eles identificaram a dificuldade de jovens do Jardim América e de bairros próximos em acessar a Faetec. A partir disso, a escola decidiu unir a reciclagem do óleo a um pré-técnico gratuito para moradores do entorno. O curso oferece aulas de Língua Portuguesa e Matemática, disciplinas cobradas no processo seletivo da Faetec. “Esse projeto nasceu da vontade dos alunos em criar ideias que ajudassem o ambiente em que eles viviam”, lembra Caroline Porto, idealizadora do projeto e professora de Gestão Ambiental da unidade desde 2011. “De início, a coleta de óleo era só para diminuir o impacto nos rios. Fiquei imensamente grata por ter se desenvolvido para algo que beneficia também a educação da população do entorno da escola”, emendou. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. Alunos começam o processo com a filtragem do óleo Reprodução/TV Globo Como funciona Parte do óleo recolhido é transformada em sabão pelos alunos, dentro da própria escola. O material é vendido para ajudar a custear o curso ou entregue a doadores do projeto. Segundo a Faetec, o restante do óleo é vendido para uma cooperativa que trabalha com reciclagem. “O óleo é transformado por um processo químico de reciclagem. Os alunos fazem a filtragem, convertem esse óleo em uma pasta, usando todos os EPIs necessários, e depois colocam em formas, cortam, pesam e geram para venda aqui na comunidade”, afirmou Marcelo Luiz, coordenador do projeto. Para a aluna Emily Monteiro, a proposta ajuda a dar novo uso a um material que seria descartado. “Eu achei muito interessante, porque é uma forma muito sustentável de utilizar aquilo que a gente não utiliza mais. É incrível”, disse. Óleo decantado vira uma pasta com aditivos químicos Reprodução/TV Globo Ex-alunos voltam ao projeto Entre os jovens que passaram pelo preparatório está Mickaelly Cristinaelue, ex-aluna do projeto e hoje estudante da Faetec. Ela atua na iniciativa e diz que quer ajudar outros alunos a terem a mesma oportunidade. “Eu passei graças ao curso, porque os professores de lá são muito bons. Eles ajudam, explicam tudo com muita calma. Graças a eles eu consegui passar, e agora tenho a oportunidade de ajudar”, contou. Pasta é colocada em moldes para endurecer Reprodução/TV Globo Sabão é cortado e embalado Reprodução/TV Globo

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